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sábado, 4 de dezembro de 2010

Sua empresa tem uma Missão?

"Uma empresa não se define pelo seu nome, estatuto ou produto que faz; ela se define pela sua missão. Somente uma definição clara da missão é razão de existir da organização e torna possíveis, claros e realistas os objetivos da empresa."
Peter Drucker

A Missão de uma empresa mais do que um conjunto de palavras bem organizadas em um qradro pregado na entrada da empresa, deve ser a razão de ser, o motor, o foco dos principais projetos e principalmente deve ser entedível pelos seus gestores e colaboradores.

Endenter a Missão de uma empresa, não é interpretar como se interpreta uma frase, mas sim, conseguir identificar o que a empresa diz na missão no seu jeito de agir, de comunicar, de fazer netócios, dos seus gestores tratarem seus colaboradores, nos benefícios que oferece aos seus colaboradores, na escolha dos parceiros e fornecedores.

Tudo deve ser pensado para que a missão não vire piada na "rádio peão" - rede de comunicação informal entre os colaboradores - fornecedores, imprensa, formadores de opinião ou até mesmo concorrentes. Empresas que vivem verdadeiramente as suas missões conseguem muito mais do que atingir um grande objetivo, conseguem respeito e reconhecimento de todos os seus públicos.

O grande desafio está em colocar a missão na prática, afinal uma empresa é formada por pessoas, e pessoas não agem de forma previsível e padronizada. Para isso não existe receita, existem ações que devem ser feitas, sejam de forma sistematizadas, sejam de forma pontual.

E você, sabe qual é a missão da sua empresa? Acredita nela? Deixe seu comentário.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Novos inventos sempre provocaram reações de receio e desconfiança entre os homens. O desconhecido intimida, amedronta, e a tendência mais geral é de atribuir a ele culpas e poderes que na verdade não tem. [ ... ] O medo diante dqs novos inventos revela duas faces. Uma primeira indaga sobre as consequências negativas que o novo produto pode trazer à realidade imediata. Uma segunda teme pelo desaparecimento dos utensílios e valores mais antigos, diante de uma eventual substituição do conhecido pela novidade recém-criada.

Autora: Maria Thereza Fraga Rocco

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Case da Starbucks

"Este case é um bom exemplo do que é capaz o espírito empreendedor. A Starbucks surgiu como uma idéia brilhante, mas de início modesto, e transformou-se rapidamente em grande rede de lojas de conceito. Curiosamente, suas estratégias de marketing nunca incluíram o uso da propaganda clássica, e isto é colocado em discussão."

Veja mais no site: http://casesdesucesso.files.wordpress.com/2008/07/starbucks.pdf

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

As melhorias na educação não dependem exclusivamente de mais dinheiro

A reflexão “NÃO BASTAM RECURSOS FINANCEIROS PARA A MELHORIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL” cabe muito bem em muitas áreas. Aliás, colocar a culpa em tudo que não funciona na falta de recurso financeiro é um erro muito grande e uma forma de mascarar os verdadeiros problemas. Infelizmente em épocas de eleição é comum os candidatos colocarem o problema de tudo na falta de investimentos financeiros. Em um país com níveis muito baixos de educação, este tipo de fala vira “verdade” quando chega aos ouvidos da grande massa de pessoas – que infelizmente não possui qualquer condição de avaliar e analisar este tipo de afirmação.

Voltando para o assunto educação, os textos (texto 1 e texto 2) deixam muito claro que é necessário planejar antes de se saber o valor financeiro para realizar a melhoria do sistema como um todo. E que também não será um processo rápido (que infelizmente parece que vai ser resolvido num passe de mágica quando os candidatos fazem as promessas no período eleitoral).

Para criticar a educação no Brasil, é necessário entender a evolução que houve durante os anos, principalmente quando houve o processo de inclusão das pessoas nas escolas, ou seja, a escola deixou de ser para poucos para ser para todos. Com esse grande aumento de demanda, não houve o planejamento para articular os encaminhamentos que deveriam ocorrer antes e durante o processo de inclusão. Com isso o que sobrou foi administrar problemas, ou seja, o impacto de uma decisão sem um planejamento articulado causa problemas, que neste caso, estão sendo tratados até hoje.

Os textos propõem diversas áreas e ações que deveriam e que devem ser contemplados daqui pra frente, mas é óbvio que não existe uma receita única, uma fórmula mágica para resolver todos os problemas da educação no Brasil ou em qualquer outro lugar. É importante fundamentar-se no que já foram realizados em outros países, alguns com perfil semelhante ao do Brasil e outros que nem tanto, para atingir um plano que produza efeitos significativos.

Um dos pontos relevantes para a morosidade na melhoria da educação é a divergência de idéias, concepções e interesses das entidades, empresas, instituições e pessoas envolvidas no processo. Será muito difícil definir um plano para o avanço na educação brasileira que satisfaça todos os envolvidos neste processo. Isso se refere a linhas conceituais dos mestres e doutores, sindicatos (que por muitas vezes priorizam uma minoria para prejudicar algo muito maior – que é o processo educativo brasileiro), enfim, para que as melhorias ocorram todos terão que ceder alguma coisa.

O que um professor concursado, que possui estabilidade de emprego, garantia de aposentadoria integral, limites de faltas anuais, salário em dia... Vai pensar se tudo isso estiver arriscado? O que um professor diria se soubesse que poderia perder isso? Poucos abririam mão desse pacote de benefícios para um bem maior, algo com remuneração por desempenho por exemplo. Conversei com dois professores que estão neste perfil (são colegas meus, não sei se são bons ou maus profissionais), embora, os dois não se conheçam, quando falei de uma mudança dessas, a afirmação foi exatamente a mesma: Isso não é justo!

Eu pergunto: É justo o Brasil possuir escolas com qualidade tão baixa? É justo crianças irem para a escola e o professor não estar lá para lecionar? É justo um profissional que não teve o menor comprometimento com o seu trabalho receber uma aposentadoria integral enquanto a maioria da população não possui isso? É justo os estudantes brasileiros possuírem uma das piores notas em todas as avaliações internacionais? Para mim a resposta para todas essas perguntas é não.

Quando se quer agradar a todos, não se consegue agradar a ninguém. Não quero colocar o problema de tudo no professor, aliás, os textos deixam muito claro isso. Existem problemas de infra-instrutora, falta de material de apoio, recursos físicos, segurança... O que quero destacar é que independente do que for feito, não irá agradar a todos. Todos irão “perder” alguma coisa para um bem maior e de mais pessoas, este será um dos preços para a educação brasileira sair da situação caótica que se encontra atualmente.

Os textos apontam muitas ações que não são novidade no universo corporativo – onde a concorrência se encarrega de pressionar e punir quem não cumpre com o mínimo de qualidade – mas que quando falamos em educação, parecem novidades, coisas “impossíveis de se fazer”, como priorização de investimentos, incentivos aos professores, reorganização dos sistemas de ensino, implantação de metas e avaliação.

A escola precisa ser uma empresa interessante para as pessoas, os bons profissionais precisam ter interesse em seguir carreira em escolas, para isso o cenário tem que mudar muito. Ainda existe o mito que a carreira escolar é segunda linha, ou seja, as pessoas buscam o que há de melhor. O que sobra para a educação?

A minha esperança é que a educação realmente seja priorizada pelos candidatos à presidência do Brasil, que as pessoas envolvidas no processo decisório realmente estejam comprometidas com um bem maior, que estejam comprometidas em mudar a situação, em melhorar a educação neste gigante que é o Brasil.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O quem vem antes do marketing de relacionamento

As empresas de prestação de serviço estão cada vez mais investindo e inovando para diferenciar-se uma das outras. Afinal, prédios e equipamentos por muitas vezes podem ser similares ou apresentarem poucos diferenciais. Afinal, uma empresa de serviços depende, e muito, de pessoas.

As escolas são empresas de serviço, ou seja, dependem de pessoas para entregar o que vende aos seus clientes. Sendo assim a mudança ou a rotatividade de pessoas pode comprometer a qualidade do serviço prestado pela instituição.

É muito comum ver empresas de outros segmentos fazendo campanhas para captar talentos, no segmento educacional isso ainda não acontece, ou se acontece é um movimento muito fraco. Ainda falta às escolas assumirem que dependem das pessoas e buscarem os melhores e/ou fazer todo esforço para manter o que considera melhor. Fazendo uma analogia entre empresas que fabricam equipamentos, uma escola que possui ótimos profissionais, é o mesmo que uma indústria que possui as melhores máquinas.

Sendo as pessoas a chave do sucesso de uma escola, o primeiro ponto importante é ser interessante para os melhores profissionais, para isso a escola deve possuir um conjunto de atributos reconhecidos pelos profissionais da área educacional.

Levando em consideração que não é só pagar bem, a escola precisa profissionalizar-se para disponibilizar benefícios de forma sistemática, ações isoladas normalmente não apresentam resultados consistentes.

A remuneração por metas é uma boa prática para compor o sistema de atributos de uma escola. É uma maneira de motivar os funcionários e ao mesmo tempo entregar algo de valor em troca dos bons resultados. Embora a prática já esteja consagrada em outras áreas, as escolas ainda não incorporaram este tipo de prática.

Como disse anteriormente, a escola precisa sistematizar para isso nada melhor que a criação de um comitê onde os seus ativos (colaboradores, funcionários, empregados ou como queira chamar) tenham voz ativa nos encaminhamentos que a escola irá tomar no futuro. Isso é ser transparente e manter uma gestão participativa, também é uma prática estabelecida em outros segmentos, mas que nas escolas ainda deve ser superada.

Paralelamente a organização da “casa” ações de marketing devem ser realizadas, afinal, as contas continuam chegando e a pressão externa está cada vez maior. Um tipo de ação que precisa ser incorporado é a Promoção. Escolas precisam fazer promoção e não devem ter medo de comunicar isso aos seus clientes.

Agora temos duas palavras que as escolas precisam incorporar: promoção e cliente. Sim os estudantes, os responsáveis são clientes das escolas, assim como um banco ou uma padaria possui clientes, a escola precisa de clientes para manter-se, para crescer. A utilização desses termos é um marco, uma ruptura em ser escola e ser empresa. As escolas precisam ver-se como empresas. Parece óbvio, mas este é mais um ponto que precisa ser superado.

Não existe receita mágica ou fórmula secreta, o que se precisa é tirar a cabeça do buraco, olhar o que grandes empresas fazem e aprender com elas. A lição que fica é que se deve profissionalizar sem perder a essência de que é ser escola.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quanto custa um carro zero?

Vamos fazer algumas contas de quanto custa manter um carro zero financiado e um carro comprado à vista.

Os valores citados são reais e nesta análise não serão considerados valores de combustível.

Contextualização
Estamos falando de um carro comprado em dezembro de 2007 no valor de R$ 40000,00 e que foi utilizado por 25 meses, rodou 45000 km, com seguro e revisões na concessionária

A simulação será realizada com a aquisição do carro financiado e do carro pago à vista.

Valores

Financiado

Valor do Carro R$ 40.000,00
Entrada R$ 5.000,00
IPVA proporcional e documentos R$ 900,00
Seguro 1o ano R$ 1.600,00
Seguro 2o ano R$ 1.200,00
IPVA 2º ano R$ 1.600,00
Seguro 3o ano (proporcional) R$ 1.040,00
IPVA 3o ano R$ 375,00
Revisões de 10 000 km (4) R$ 1.440,00
Parcela do leasing R$ 19.100,00
Total Gasto R$ 32.255,00
Meses com o carro R$ 25
Dias (aproximadamente) 750
Valor mensal do carro R$ 1.290,20
Valor diário do carro R$ 43,01


À vista
Valor do Carro R$ 40.000,00
Pagamento à vista R$ 40.000,00
IPVA proporcional e documentos R$ 900,00
Seguro 1o ano R$ 1.600,00
Seguro 2o ano R$ 1.200,00
IPVA 2º ano R$ 1.600,00
Seguro 3o ano (proporcional) R$ 1.040,00
IPVA 3o ano R$ 375,00
Revisões de 10 000 km (4) R$ 1.440,00
Total Gasto R$ 48.155,00
Meses com o carro R$ 25,00
Dias (aproximadamente) R$ 750,00
Valor mensal do carro R$ 1.926,20
Valor diário do carro R$ 64,21

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nokia N900


O Novo Nokia N900 virá com Sistema Operacional Linux. Visualmente ele é a cara do N97.
Site oficial: http://www.nokia.co.uk/find-products/all-phones/nokia-n900/#/gallery/images/05

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Configurações do MSSQL para rodar o Moodle

Clique na imagem para ampliar







sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O caminho das pedras escorregadias da educação no Brasil

Hoje (04/09/2009) logo na home do site do estado está a matéria "1 em cada 4 futuros professores do País se forma em cursos ruins". No geral a matéria tenta explicar os motivos da baixa qualidade da educação no Brasil.

Segundo a reportagem, a quantidade de cursos de ruins de pedagogia aumentou de 28,8% para 30,1%. São 284 mil pessoas estudando para ensinar – pela porcentagem são 85.484 pessoas com a pior qualificação e “prontas” para o mercado de trabalho. Será que essas pessoas realmente têm interesse em ensinar alguma coisa para alguém? A resposta pode ser: algumas, muitas, enfim, pode haver muitas respostas sem fundamento. Para mim, a resposta é POUCAS.

Poucas pessoas realmente têm noção do desafio que é ensinar. Ser professor não é só trabalhar para receber o salário no final do mês, é uma MISSÃO! Claro que não é assim que a maioria enxerga. Nessa reflexão não penso em encontrar culpados por esse ou aquele problema, até porque a própria sociedade não valoriza o professor, até porque o governo não valoriza o professor, ninguém valoriza o professor!

Não tenho nenhum instrumento para comprovar meus questionamentos, nada além do que vejo e ouço em escolas, congressos, eventos... enfim, lugares onde existem pessoas ligadas à educação.
Muitas coisas precisam mudar para a educação no Brasil melhorar (até rimou), e uma delas é a qualidade dos cursos oferecidos pelas Faculdades e Universidades do Brasil, enquanto a formação dos professores for vista como mais um curso que gera receita para as faculdades, a coisa não vai sair do lugar, não vai adiantar o governo injetar milhões e milhões, a mudança não pode ser comprada como se fosse um produto em exposição na vitrine da Daslu, o primeiro passo é o próprio governo repensar os critérios de avaliação dessas faculdades, o outro é repensar a forma dos concursos, pois muitos professores ruins estudam muito para passar em concursos e conquistar a estabilidade, ou seja, essa pessoa não esta ligando em nada para a educação, está ligando para uma estabilidade e todos os seus benefícios.

O desafio é muito grande e talvez a concretização dessa missão fique para nossos netos ou bisnetos fazer acontecer.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Proposta para liberação do cultivo caseiro da maconha, uma reflexão “mercadológica”

O deputado Paulo Teixeira do PT (Partido dos Trabalhadores) pretende apresentar até o final deste ano (2009) um projeto para que entre outras coisas, pretende liberar o cultivo caseiro de maconha.

“Queremos abrandar as penas ao pequeno usuário, retirando-o da órbita penal”, explica Teixeira. “Não se trata de legalizar drogas, mas de regulamentar o assunto e não deixar o consumidor se ligar à criminalidade. Passaremos a vê-lo como necessitado de tratamento”, acrescenta.

Caso isso aconteça, alguém terá que vender sementes e mudas de maconha, vai ser um estouro de abertura de casas especializadas nesse tipo de negócio. As floriculturas irão migrar para um novo modelo de negócio. Para os empreendedores de plantão, é bom acompanhar todas as notícias sobre este assunto bem de perto. Imagine só, sementes ou mudas de maconha jamaicana, indiana, americana... Fora a possibilidade de enxerto (não sabe o que é enxerto? Clique aqui).

Claro que o cultivo caseiro é apenas um passo. A possibilidade da liberação aponta para coisas do tipo casas especializadas em consumo de maconha – similar ao que acontece na Holanda. Acredito que essa medida irá enfraquecer o crime organizado, não será a solução para todos os problemas, mas é uma medida.

O cultivo é um dos passos para o consumo. Os usuários estão acostumados a comprar o produto pronto para o uso, mas o processo envolve mais etapas. Isso abre ainda mais este possível novo mercado, alguém terá que vender kits e cartilhas de como preparar a erva para o consumo. Será uma possibilidade para diversos mercados, da classe A++ até a E. Continuando a reflexão sobre as possibilidades, a erva poderá ser consumida com blends (misturas), igual ao que já ocorre com o café.

Se o cigarro já rende fortunas ao governo, imagine o que este novo mercado irá render! Claro que tudo tem o outro lado da moeda. O cigarro rende muito, mas custa muito para o governo, pois os fumantes desenvolvem doenças e seus tratamentos em grande parte são bancados pelo governo. No caso da liberação da maconha, logo o governo terá que bancar o tratamento de viciados, mas isso também abre uma porta para mais negócios e mais dinheiro no mercado formal. Agora serão as Ongs que terão uma nova missão e uma nova oportunidade, o tratamento de viciados em maconha. E quando caímos em Ongs, temos a chance de arrecadar dinheiro fora do Brasil. Segundo o filme “Quanto vale ou é por quilo”, uma pessoa atendida em uma Ong gera cinco empregos. O surgimento de um grande volume de viciados irá contribuir para a diminuição do desemprego e para a preparação de pessoas especializadas no tratamento de viciados – olha mais um nicho de negócio para faculdades ou empresas especializadas em treinamento.

O INSS irá bancar as pessoas afastadas para o tratamento do vício da maconha? Bom, isso será um prato cheio na mão dos advogados. Se o governo liberar o consumo, será responsável por todas as conseqüências disso? Empresas de recolocação terão a oportunidade de vender cursos para recolocar ex-viciados no mercado de trabalho, inclusive nas Ongs especializadas que irão surgir. É o aquecimento da economia à custa da desgraça de muitos – a evolução tende a ser assim, veja as evoluções que temos com as guerras.

Existem muitos pontos que devem ser analisados, mas a liberação certamente é uma oportunidade para a economia formal e uma ação para enfraquecer o crime organizado. É uma oportunidade para o governo não criar novos impostos para as movimentações bancárias, pois os produtos relacionados com o consumo da maconha poderão vir com uma carga tributária ainda maior que as do cigarro, se esse dinheiro for utilizado da forma correta, o governo terá muito mais dinheiro para administrar do que com a criação de impostos de movimentações bancárias.

Para uma análise profunda e coesa é preciso muito estudo e aprender com quem já adotou algo parecido, ver o deu certo e o que deu errado, analisar os prós e os contras. Em Portugal, o consumo caiu 10%. Na Holanda, acredita-se que o crime organizado encontrou uma possibilidade de abastecer outros mercados, como a Inglaterra. A Inglaterra por sua vez, acabou liberando o cultivo caseiro e contribuiu para enfraquecer o crime organizado que existe na Holanda.

Neste momento, a única coisa que deve ser vista com desconfiança, é a posição inflexível de algumas pessoas, como é o caso de Romeu Tuma. Quais são os argumentos para tanta inflexibilidade? Existe algum interesse por trás de tanta inflexibilidade? Enfim, gostaria de saber o que Romeu Tuma argumenta para manter as coisas como estão.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Abruzzo, recomendo

Existem restaurantes e restaurantes. Hoje fui levar o carro para lavar e aproveitei para almoçar no Abruzzo (restaurante instalado em uma casa na Rua Gaivota quase esquina com a Jacutinga).

O bairro de moema é farto de restaurantes. Com R$ 15,00 é possível comer em muitos lugares, mas poucos de qualidade. Em frente ao Abruzzo existe um restaurante que vive vazio e, em frente a este outro existe um outro que também vive vazio.

No Abruzzo é normal encontrar uma grande fila de espera na hora do almoço. A fila é organizada pelos proprietários. Hoje estava uma senhora muito educada. Ela conversava com um por um da fila e anotava quantas pessoas estavam juntas. Até ai, muitos fazem isso, mas o importante é o COMO.

Fiquei na fila por aproximadamente 10 minutos - em outro local provavelmente eu não esperaria ou ficaria reclamando de tudo e mais um pouco. O restante do atendimento foi perfeito.

Além do atendimento, a comida é maravilhosa, dispensa qualquer comentário. Saladas, risotos, carne, frango, massa e a brusqueta de mussarela que quase todos os restaurantes de moema copiaram - inclusive os dois em frente.

Acompanho os restaurantes da região desde 2000 e é normal acontecer a troca de proprietários e principalmente de funcionário. No Abruzzo existem garçons que estavam em 2004 - ano que conheci o restaurante - e o cozinheiro é o mesmo até hoje. É claro que isso contribui e muito para o conjunto de atributos deste local. As pessoas vão até a porta da cozinha para conversar com o cozinheiro, exite um clima que é maior do que o de cliente e funcionário.

Diferentemente dos demais restaurantes de moema, o Abruzzo recebe muitos moradores do bairro. Em todos os demais o que domina é a presença de pessoas que trabalham na região.

Claro que todo lugar tem um espiríto de porco. Na segunda rodada, tinha um senhor bem vestido na minha frente, enquanto esperava na fila dos pratos quentes o figura aproveitou para beliscar umas brusquestas - até ai, normal - depois que terminou, sua mão estava totalmente engordurada. Ele ensaiou limpar no terno, mas quando viu que eu estava olhando ficou meio sem graça - nessa hora tive vontade de rir. Ele foi disfarçando e quando chegou perto da mesa, limpou a mão na toalha. Totalmente sem noção. O mais engraçado foi que quando ele estava pegando feijão, o telefone celular tocou. Foi feijão pra todo lugar, e o pior, ele lambendo a mão para pegar o telefone - ilário. O protagonista desta cena deveria ter seus 45 anos e seu traje lembrava vendedor de enciclopédia Barça - anos 90.

No final, minha conta ficou em R$ 14,00 (buffet mais suco de laranja). Os outros dois restaurantes tentam copiar tudo, mas vivem vazios. Não adianta copiar, tem que inovar, tem que ter uma identidade. Os outros dois são só cópia do restaurante que realmente inova e é um dos principais responsáveis pela mudança no perfil de restaurantes e atendimento de moema.

Encontrei este outro blog que tem fotos do restaurante e dos pratos - http://brincandodechef.blogspot.com/2008/10/o-bom-e-barato-de-moema.html

Endereço: Abruzzo Tratoria: Rua Gaivota, 678 – Moema – São Paulo – SP – Tel. (11) 5055-2081
Pagamento: Dinhero (não aceita cartões)



terça-feira, 21 de julho de 2009

Quando menos é mais

Apple com IPhone e Research In Motion (RIM) com os BlackBerries vendem 3% dos celulares do mundo todo. Já quando o assunto é lucro, elas possuem 35% do volume de dinheiro em venda de celulares.

As margens são muito maiores que dos demais fabricantes (Nokia, Motorola, LG, Samsung...). No livro "A Cabeça de Steve Jobs" existem alguns números da margem de lucro da Apple em um computador e a margem da Dell. A Dell tem que vender muitos computadores para atingir o mesmo valor que a Apple consegue em apenas um.

Posicionamento de mercado puro. É o conceito que o livro "Estratégia do oceano azul" apresenta. A Apple e a RIM não concorrem com os demais fabricantes, elas vendem coisas diferentes dos demais, o valor do que estão vendendo não está no aparelho, está no que a marca representa para os consumidores e o que representa possuir um aparelho fabricado por essas duas empresas.

Eu continuo com o meu Nokia, mas tem horas que penso em um iPhone. Talvez quando a câmera do iPhone melhorar, seja a hora de migrar.
Veja também




quinta-feira, 2 de julho de 2009

Minhas impressões sobre o CONECTIVIDADE

O evento é organizado pela Rede Católica de Educação (RCE) e está impecável, claro que nem tudo são flores. Existem problemas e os problemas não estão diretamente relacionados ao evento.

Os problemas sempre são as pessoas (assim como as soluções). Na primeira parte do evento sentei na frente e consegui acompanhar e fazer diversos registros (via celular). Já na segunda parte do evento, após o café, sentei no fundão e a fama foi justificada.

Foi um caos. Os participantes do evento são na maioria educadores e dentro deste universo, posso afirmar que 95% mulheres. Não que mulheres sejam dispersas, mas as mulheres do fundão eram extremamente infantis - aliás, essa é a faixa etária que as mesmas lecionam.

Isso me deixou com dois sentimentos. O primeiro de felicidade por ver que empresas (neste caso escolas) concorrentes possuem profissionais de tão baixo nível. Pior ainda, que essas empresas jogam dinheiro no lixo pagando ou liberando esses "profissionais" para buscar novas informações que deveriam agregar valor ao negócio e dar algum tipo de retorno. Essas empresas provavelmente logo mais irão sofrer perdas por conta deste tipo de profissional, até ai, coitado de quem contratou.

O segundo sentimento é de tristeza por saber que esse tipo de pessoa escolheu a profissão de educador (professor) e pode ser responsável pela educação do meu filho ou do seu. Este tipo de profissional envergonha qualquer classe, mas em educação a coisa fica mais complicada, pois um educador é um "modelo" que será seguido. Uma pena.

Mas existe uma luz no fim do tunel. A luz está relacionada a uma o acompanhamento, que por sua vez está intimamente ligado a uma palavra mágina chamada AVALIAÇÃO. É isso mesmo, o processo evolutivo no segmento educacional está caminhando para um nível que empresas de outros segmentos já conhecem, mesmo que seja muito lento.

Com a evolução, ou melhor, com a revolução na educação brasileira, este tipo de profissional logo não terá espaço no mercado - exatamente como acontece em outras áreas. E tem mais, essas pessoas colaboram para a formação de uma imagem negativa do professor. Vamos refletir: Professor já não é uma profissão muito valorizada (no Brasil), e ainda existem pessoas que denigrem este tipo de profissional. Não tem propaganda que mude a imagem se prática não for compátivel.

A torcida é que os maus profissionais não migrem para a sua área de trabalho, já pensou se uma pessoa com este perfil resolver virar bancário? Acaba com a imagem da categoria.

Uma reflexão sobre gestão

Ontem, 01/07/2009, fui almoçar em um restaurante chamado DiFiori. O restaurante fica em Moma, bairro nobre de São Paulo e com muitas empresas. O DiFiori está localizado em uma ótima esquina, possui mobília de primeira linha, um cardápio que corresponde ao valor cobrado (R$ 12,90 pelo Buffet).

Recentemente o restaurante foi comprado por um grupo de investidores que obviamente quer ver dinheiro entrado para compensar o investimento da compra. Bom, até ai nada de mais. O problema é que o restaurante irá passar por uma reforma e segundo o gerente, irão reformular o cardápio.

O DiFiori, já possui uma ótima localização, instalações de primeira e um cardápio acima da média dos restaurantes da região. A pergunta é: Por que o restaurante não possui um movimento correspondente à todos estes diferenciais? A resposta está no ATENDIMENTO, isso mesmo, o atendimento é horrível do começo ao fim. Não dá para salvar garçom, nem gerente, nem caixas. É uma empresa doente, quem comprou está distante do negócio, é um grupo de investidores que não está interessado na minha satisfação como cliente, não está interessado se os funcionários estão satisfeitos, motivados e felizes em trabalhar neste local.

O que me impressionou é atitude do gerente do local. A minha conclusão é que não dá para esperar muito deste profissional. Um ser extremamente limitado que não tem condições intelectuais e profissionais de gerenciar um estabelecimento neste porte.
Caso as mudanças no quadro de pessoas não sejam realizadas e processos que favoreçam os clientes não sejam implantados, logo o restaurante irá falir ou será vendido. O tempo de fechamento vai depender do bolso dos investidores - particularmente, pelo perfil da empresa, espera-se um retorno rápido, ou seja, mais cedo ou mais tarde veremos a famosa faixa "Passa-se o ponto, tratar com o proprietário".




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